terça-feira, 20 de outubro de 2009

"Nova Era"


     O capitalismo, entendido como modelo econômico de produção, tem seu inicio com o declínio e contradições geradas pela evolução do sistema feudal de produção, essas contradições foram causadas, segundo Gomes (1990, p.42), pela desintegração da propriedade feudal, desenvolvimento técnico das ferramentas de trabalho, a separação do trabalhador do meio de produção e a alienação do trabalhador, que se dispôs a vender sua força de trabalho. É nesse contexto surge a burguesia como classe social em crescente movimento de ascendência, chegando, posteriormente, à posição de classe dominante. Com isso estão dados os alicerces necessários para o surgimento de um novo sistema econômico, o qual se sentia extrema necessidade naquele momento. A decadência das atividades econômicas no campo, em vista do crescimento comercial nas cidades proporcionou a divisão do trabalho e essa, por sua vez, gerou a concentração do capital e a consolidação da burguesia como classe economicamente dominante. De modo geral, assim se efetiva o surgimento do capitalismo.


     Dada a sua implantação, o capitalismo trás consigo um discurso envolvente, camuflado numa pseudo-democracia, com conceitos e práticas, implicitamente autoritárias, de poder, impostas de forma mascarada e aplicados na economia, por meio da acumulação do capital, tendo seus reflexos na sociedade, pela obtenção e concentração da força de trabalho. Sobre essas práticas Karl Marx (1984, p. 228) explica: “Mas a acumulação do capital pressupõe a mais valia, a mais valia a produção capitalista, e esta a existência de grandes quantidades de capitas e de força de trabalho nas mãos dos produtores de mercadoria”. Com isso pode-se compreender a formação de um círculo vicioso gerador de desigualdades, exploração, monopólio e lucro, princípios fundamentais para o sucesso do modo de produção capitalista.

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